6.10.08
O amor que acredito:
Não prende,
não pede em troca,
não impõe condições,
não segue regras,
não tem nome.
O amor que acredito:
Liberta,
é gratuito,
é incondicional,
é espontâneo,
é apenas o que é.
Se o amor não for assim, será um mero remédio para a sua carência, um alimento para o seu ego, um apoio para a sua insegurança, mas jamais será amor.
[3 meses. é apenas o começo, pequeno. ]
27.8.08
Todo homem tem direito
de pensar o que quiser
Todo homem tem direito
de amar a quem quiser
Todo homem tem direito
de viver como quiser
Todo homem tem direito
de morrer quando quiser
Direito de viver
viajar sem passarporte
Direito de pensar
de dizer e de escrever
Direito de viver pela sua própria lei
Direito de pensar de dizer e de escrever
Direito de amar,
Como e com quem ele quiser
A lei do forte
Essa é a nossa lei e a alegria do mundo
Faz o que tu queres, há de ser tudo da lei
Fazes isso e nenhum outro dirá não
Pois não existe deus se não o Homem
Todo o homem tem o direito de viver a não ser pela sua própria lei
Da maneira que ele quer viver
De trabalhar como quiser e quando quiser
De brincar como quiser
Todo homem tem direito de descansar como quiser
De morrer como quiser
O homem tem direito de amar como ele quiser
De beber o que ele quiser
De viver aonde quiser
De mover-se pela face do planeta livremente sem passaportes
Porque o planeta é dele, o planeta é nosso.
O homem tem direito de pensar o que ele quiser, de escrever o que ele quiser.
De desenhar, de pintar, de cantar, de compor o que ele quiser
Todo homem tem o direito de vestir-se da maneira que ele quiser
O homem tem o direito de amar como ele quiser, tomai vossa sede de amor, como quiseres e com quem quiseres
Há de ser tudo da lei
E o homem tem direito de matar todos aqueles que contrariarem a esses direitos
O amor é a lei, mas amor sob vontade
Os escravos servirão
Viva a sociedade alternativa
Viva Viva
14.7.08
olá,
bom dia minha vida.
sempre quis dizer do fundo do meu coração o quanto era boa a minha vida e sinto que o momento é agora. não que eu esteja incrivelmente feliz ou que tudo esteja perfeito. engraçado, mas não é isso.
o que me faz escrever é apenas a vontade de registrar esse momento como único. porque nesse exato momento, eu estou exatamente onde eu sempre quis estar. tudo que eu sempre quis, aquele querer verdadeiro e profundo, eu estou tendo. este é um momento, não é o fim da linha. não é agora deitar e morrer, já que consegui tudo. agora é cuidar da conquista e isso vai ser mais complicado do que ter chegado até aqui.
engraçado que eu me sinto feliz, mesmo sabendo que não sou feliz. é um sentimento estranho, como se eu tivesse tudo, gostasse de ter tudo, mas ainda assim...
texto estranho. vamos começar de novo.
estou muito contente com os últimos acontecimentos. depois de muitos anos de tentativas frustadas, consegui algo que sempre desejei. agora, manipulo isso com um carinho quase maternal, com um medo de que algo dê errado, mas com muito amor para fazer dar certo.
amor. acho que é essa a palavra que define a minha vida.
tudo que eu faço, tudo que eu desejo, tudo que eu me dedico tem amor no meio. minhas escolhas, acertadas ou não, envolvem o calor da paixão e a tranqüilidade do amor...
ainda está estranho esse texto. não sei bem sobre o que quero falar.
quero tentar reproduzir em palavrar os meus sentimentos, mas está complicado. meus sentimentos são dúbios, são confusos, são contraditórios. tenho todo o caos do mundo dentro de mim e isso me causa, da forma mais psicanalítica possível, um prazer e uma dor imensa.
prazer e dor de ser eu mesma. confusa, estranha, mutável, contraditória. sou praticamente o inconsciente, um id descontrolado, um superego acuado, um ego confuso.
e pior: estou adorando isso tudo.
9.7.08
Fizeram a gente acreditar que amor mesmo, amor pra valer, só acontece uma vez, geralmente antes dos 30 anos. Não contaram pra nós que amor não é acionado, nem chega com hora marcada.
Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade. Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta: a gente cresce através da gente mesmo. Se estivermos em boa companhia, é só mais agradável.
Fizeram a gente acreditar numa fórmula chamada "dois em um": duas pessoas pensando igual, agindo igual, que era isso que funcionava. Não nos contaram que isso tem nome: anulação. Que só sendo indivíduos com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável.
Fizeram a gente acreditar que casamento é obrigatório e que desejos fora de hora devem ser reprimidos.
Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são mais amados, que os que transam pouco são confiáveis, e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto. Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto.
Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade. Não nos contaram que estas fórmulas dão errado, frustram as pessoas, são alienantes, e que podemos tentar outras alternativas.
Ah, também não contaram que ninguém vai contar isso tudo pra gente. Cada um vai ter que descobrir sozinho. E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém.
[John Lennon]
8.6.08
eu sinto falta de alguém que não existe.
alguém que está sempre do meu lado
e que quando longe,
com apenas um pedido meu,
vem correndo me ver.
alguém que faz todas as minhas vontades
que é do jeito que eu quero
mesmo que pra isso
deixe de ser ele mesmo.
alguém que conversa sobre tudo
que é amigo e companheiro,
inteligente e sedutor
e que me faz sorrir todos os dias
alguém que afasta minha solidão
que faz eu me reinventar todos os dias.
que se reinventa todos os dias
só para eu não me enjoar dele.
alguém que me ama antes e acima de tudo
amor esse suficiente para me deixe livre,
livre como nosso amor.
mas esse alguém não existe.
e por mais que eu procure, ele nunca vai estar.
sempre será um será.
um fim que não chega, uma estrada que nunca termina.
o vazio continua e
se alguém por um tempo o preeche,
nunca é de forma inteira e completa.
eu quero e exijo demais, sei disso.
mas é meu jeito de ver a vida.
minha maldição de ser eu mesma.
19.5.08
Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão - esta pantera -
Foi tua companheira inseparável!
Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.
Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.
Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!
[para uma pessoa "especial"]
2.5.08
pois bem,
neste momento estou aqui no trabalho, escrevendo apenas pelo prazer de escrever, de falar de mim. é lógico que eu tenho um monte de coisa para fazer e resolver, mas não estou no clima de resolver problemas. quero apenas pensar neles. pensar na minha vida e nas coisas que aconteceram neste último mês. porque esse mês que se foi, esse abril de 2008, foi o mais estranho que eu já tive. fui do céu ao inferno e ao céu novamente em questão de semanas, remédios, muitas lágrimas e gozo.
é estranho pensar como o tempo é ao mesmo tempo meu carrasco e meu salvador. sou imediatista, já cansei de dizer isso aqui e por isso mesmo é importante estar sempre repetindo. eu quero as coisas pra ontem, pra agora, pra sempre. e meu sempre é até eu enjoar.
mas, voltando ao mês que passou. o que foi o mês de abril na minha vida?
foi o mês das cissões, dolorosas e sofridas como todas as cissões são. mas, como sempre depois da tempestada vem o sol, ele veio, devagar, entre as nuvens, entre um abraço e outro e, finalmente, a ana aqui soube o que é ter amigos. pessoas que realmente se importam com você.
e então eu percebi algo muito mais interessante depois: eles sempre estiveram lá, mas eu não os sentia perto de mim. sabe, numa analogia bem tosca, uma criança que sempre morreu de fome recusa comida quando a tem? então, essa era eu, querendo desesperadamente abocanhar minhas amizades, mas sem dedos, sem jeito de agir com eles.
mas, desajeitada e balbuciando eu fui falando tudo, o máximo possível das coisas que me atormentavam e essas pararam de me atormentar tanto. então aos poucos, e ainda estou neste processo, aprendi a falar o que sinto para essas pessoas especiais que eu aponto e digo que são meus amigos.
por isso, este abril de 2008 vai ser sempre um mês especial. porque com todo o sofrimento que eu senti (e que foi forte o suficiente para eu pensar as piores coisas desse mundo), eu sobrevivi e descobri uma ana que esta se abrindo pro mundo, para as possibilidades da vida, que esta sendo, antes de tudo, sincera consigo mesma e com as pessoas ao meu redor.
então que venham todos, que venha tudo, estou aqui, ainda em pé, pronta para receber o mundo de braços abertos!
20.4.08
“Casei-me exclusivamente por razões erradas. Quando meu marido não se revelou tudo que eu havia idealizado, eu só quis terminar tudo. Não existe algo como uma “alma gêmea perfeita”. Se você conhecer alguém e enxergar a perfeição nessa pessoa, corra imediatamente na direção oposta. Sua alma gêmea deve ser alguém que estimule todos os seus pontos fracos, que te deixe puto com freqüência e que te force a encarar seu lado mais obscuro. Não é fácil fazer parte de um bom casamento. Mas eu não quero o “fácil”. O “fácil” não te força a crescer. O “fácil” não te faz pensar. Agradeço a Deus todos os dias por eu ter me casado com um homem que me faz pensar. Essa é a minha definição de amor verdadeiro”.
[Madonna]
2.3.08
I hurt myself today
To see if I still feel
I focus on the pain
The only thing that's real
The needle tears a hole
The old familiar sting
Try to kill it all away
But I remember everything
What have I become?
My sweetest friend
Everyone I know goes away
In the end
And you could have it all
My empire of dirt
I will let you down
I will make you hurt
I wear this crown of thorns
Upon my liar's chair
Full of broken thoughts
I cannot repair
Beneath the stains of time
The feelings disappear
You are someone else
I am still right here
What have I become?
My sweetest friend
Everyone I know goes away
In the end
And you could have it all
My empire of dirt
I will let you down
I will make you hurt
If I could start again
A million miles away
I would keep myself
I would find a way
[johnny cash / nine inch nails- hurt]
19.2.08
definitivamente eu tenho um demônio na minha vida. e ele está do lado de dentro, preciso de um exorcismo!
lógico que também há alguns demônios externos, que vira e mexe vêem me provocar... mas desses é mais fácil se livrar, basta desligar os celulares, bloquear o msn e outras formas mais modernas e bizarra de se livrar dos demônios.
porém, os internos são mais complexos. de início, já é difícil identificar quem são os demônios e quem são os anjos. abraços falsos me confudem, um morde e o outro assopra. as coisas se confundem e eu me perco no meio do caminho.
(vou falar na primeira pessoa mesmo. afinal, o que é um blog senão o cúmulo do umbiguismo?)
pois então. além de ser difícil diferenciar os dois, descobri algo curioso: o que é demônio pra mim, não é pra você e vice-versa, versa-vice e toma-lhe confusão!
conversando ontem com um amigo tive um insight profundo e perturbador; não é novidade pra ninguém, mas tomar consciência disso, em toda sua plenitude é aterrorizante. mais do que a certeza da morte, da doença, da velhice e do abandono...
não somos livres e NUNCA, leia bem e em negrito, NUNCA seremos livre!
a vida é um emaranhado de pessoas e sentimentos e vontades e desejos e frustrações sem fim. é insuportável a idéia de que eu não posso fazer as coisas que eu desejo por que alguém irá se magoar. pelo menos pra mim, é insuportável viver assim.
e minha vida, minhas vontades, meus desejos? enfio dentro de um saco e soco até virarem pasta? sublimo, reprimo, recalco? o que faço com eles?!?!
o que você faz com os seus desejos inconfessáveis?
eu até hoje não aprendi o que fazer com os meus. no geral eu obedeço, sem reclamar, as solicitações do meu id descontrolado. meu superego é permissivo, meu ego fraco e (sic) egoísta.
pois bem, acontece que o superego dos outros me incomoda. como ninguém se contenta em apenas ser e fazer - é necessário opinar e avaliar e medir o ser e fazer dos outros - minhas ações e vontades são reduzidas a despautérios insaciáveis de uma louca transviada.
talvez eu até seja uma louca transviada, mas isso não vem ao caso e, principalmente, não interessa a ninguém.
só que é aí, justamente aí, que mora o problema, o grande cerne de toda essa discussão demente que eu comecei: eu não posso simplesmente ser o que sou porque outras pessoas, fora de mim e totalmente longe do meu controle, podem se incomodar.
então, surge aquela velha história do "seu direito acaba quando começa o direito do outro". e eu diria mais, o seu desejo e vontade acabam quando começam os desejo e as vontades dos outros. somos escravos e senhores uns dos outros, nessa teia de vida incontrolável e doentia em que vivemos.
nada do que eu disse é novidade, eu sei, eu sei. mas, sabe quando você toma noção plena de algo que sempre esteve na sua cara? pois é, aconteceu isso comigo ontem.
então, isso acaba levantando diversas outras questões, tais como:
1. de que lado você vai ficar? do seu ou dos outros?
2. quem é o senhor da sua vida: seus desejos ou seus ideais?
e a principal:
O QUE É SER EGOÍSTA?
"sorria e o mundo sorrirá com você; chore e chorarás sozinho"
pois então...
o meu ano 2008 está começando agora. as mudanças estão vindo como cascatas d`água sem controle na minha direção: está na hora de dar uma de fênix e montar a represa.
meu real problema é que eu sempre fui muito relutante a mudanças. não mudanças pequenas ou médias, esse tipo eu nunca me incomodei. o problema são as mudanças estruturais, aquelas que viram sua vida de cabeça pra baixo, aquelas que fazem com que você não saiba mais quem você é.
estou no meio de uma agora.
a questão não é apenas mudar de estado civil ou sair do emprego. é algo mais amplo... é definir definitivamente, sendo bem redundante mesmo, quem sou eu e pra que (ou pra quem) eu vivo a minha vida. essa escolha é muito séria e pode mudar o rumo de tudo.
12.2.08
11.2.08
All is quiet, the motion's cold
I face the wind as I'm taking the road
I take a breath in the arresting air
From the trees, thousands of voices
And the light goes darker as I walk
As I dream, as I sink, I escape in the night
And watch the others' life
I take a breath in the air
All these moments are doubtful
Like a rose they are bursting to the eye
As I walk in the twilight
There's a shape now that comes through
There were better times, there bettter times
The eyes wide-open, no more scared of anything
There were better times, there were better times
My look wide-open, slipping to horizon
The weight away from me, I felt as safe as free
I thought the world was half a kind of crazy, gentle heaven
And the noise that I can touch
Gives me flesh creep and terror
As I know I'm undoubtedly alone
In a world that can never give hope
Who cares... Not even you
Reach out your hands I'm down
[corpus delicti - twilight]
5.2.08
mãe: por que vocês terminaram?
eu: ué, terminou.
mãe: mas, você também é fogo, blá blá blá ...
eu: mãe, foi ele que terminou comigo!
mãe: ... o que você fez afinal?
eu: ¬¬
fim
29.10.07
tenho fome. o tempo todo, o dia todo, de tudo e de todos ao mesmo tempo.
14.10.07
vinícius, marcos, marcílio, felipe, igor, marcelo, arthur, flávio e outros...
obrigada, de coração, pela sua total falta de competência ou simplesmente falta de timming na hora de aparecer na minha vida. se não fossem vocês, eu não saberia dar valor ao que eu tenho de maravilhoso do meu lado.
beijos meu amor, feliz um ano e quatro meses da mais pura felicidade.
8.10.07
(clique na imagem para ver maior - não tão maior, aviso logo)
uma criatura aparece do nada no meu msn, mostra o seu pênis e quando eu digo que sou o borat, isso soa engraçado! como se mostrar suas partes pudentas a qualquer um não fosse algo digno de risos.
1.10.07
o último post estava muito feio. melhor essa foto fofa aqui.
a pequena realização do meu complexo de édipo.
30.9.07
olá pessoas.
e então, como estão todos? eu vou bem, obrigada por perguntar.
já tem um tempo que eu não fico em na minha casa-original num sábado a noite. e já tem mais um bom tempo também que eu não fico na internet lendo blogs e outras coisas dessa vida internética. mas uma coisa é fato: sempre que eu leio muito, tenho vontade de escrever.
a verdade é que eu não sei realmente qual a importância desse espaço ainda estar no ar depois de tanto tempo. sério, é muito tempo! se eu somasse o tempo de vida do refrigerador mais o mmandrummamm dariam uns... cinco anos! isso é tempo pra caramba, ainda mais pra mim, que tenho tão poucos anos de lucidez existencial vividos ainda.
porque antes dos 12, 13 anos nós somos umas criaturas, não seres humanos. nada está formados, tudo é torto e bizarro. numa teoria incompleta, vejo as crianças e os atuais pré-adolescentes como proto-humanos. lógico que é importantíssimo passar por estas fases, mas que elas são, de certa forma, inúteis do ponto de vista de passado, isso são.
nossa, que parágrafo mais estranho. mas vai ficar assim mesmo.
de qualquer forma, a vida mesmo, com todas as suas felicidades, dificuldades e chatices, só começa a ser vivida a partir dos 15 anos, mais ou menos. a partir da aí, vemos o tamanho da merda onde a gente se meteu. a ficha começa a cair do que é a vida. e não é muito bom o que a gente acaba descobrindo.
não quero parecer pessimista, longe de mim. mas que a vida, no geral, é uma merda, isso não tem como negar. vamos tirar o sorriso de poliana da cara e pensar friamente: vale mesmo a pena sofrer e suar como um bando de condenados para ter alguns raros e curtos momentos de prazer e felicidade na vida?
valer não vale. mas a gente finge que sim e vai tocando o barco. até porque não tem como voltar atrás. não tem como chegar pra mãe e dizer: - oh, dá pra me enfiar de novo aí dentro não? ou então dar uma de cagão e por fim a tudo isso antes do nosso tempo. isso sim é uma puta covardia, que não merece nem ser comentada, mesmo que já tenha passado pela cabeça de todos nós, muito mais na cabeça de uns do que de outros...
de fato eu não quero dizer nada com esse texto, que fique bem claro. estou apenas divagando, afinal são quase duas da manhã, de um domingo chuvoso, onde eu não tenho sono nem nada melhor para fazer. além do que estou menstruada, algo que só me emputece mais ainda nessa vida feminina de merda.
alías, deixo aqui minha reclamação: todo mundo diz que o corpo humano é uma máquina perfeita e tal, mas essa coisas de sangrar todo mês é um bug do caralho! troço totalmente desnecessário...
anyway, falar sobre o nada é um exercício interessante, minha especialidade. é uma associação livre atrás da outra, onde a razão só nosso inconsciente sabe. fala-se tanto sobre nós esse discurso, mais do que uma descrição superficial de sites de relacionamento.
eu fico pensando em como vivem aqueles que não pensam. não, falando sério, tem gente que simplesmente não pensa na vida. pensa sim no que vai fazer amanhã, como vai pagar o aluguel, ou ainda quem vai chamar pra festa de inauguração do chafariz da praça. tô falando de pensar mesmo, filosofar, sentir dor e angústia depois de horas e horas refletindo sobre o quão fudidos estamos aqui. o quão sem perspectivas a maioria de nós leva a vida. o quão burros e ingênuos nós somos.
já disse milhões de vezes, não só eu aliás, que a burrice é uma benção. lógico que eu nunca trocaria minha sanidade por uma vida mais tranqüila, mas também garanto que os ignorantes nunca trocariam a deles pela minha. cada um vive a vida não do que jeito que quer, mas de que consegue. alguns simplesmente não conseguiriam suportar certas, por assim dizer, verdades. é duro demais, muito difícil mesmo.
de qualquer forma, eu tenho me tornado uma pessoa melhor nos últimos anos. tenho tentado, duramente admito, ser menos radical e preconceituosa com os que têm opiniões diferentes das minhas. é absurdamente complicado esse exercício, talvez o mais pesado da existência humana. entender o outro não faz parte da nossa biologia. essa coisa de sociedade, amizade, fraternidade é antinatural. o ser humano é naturalmente egoísta e egocêntrico. não no sentido negativo das palavras. estou falando de uma forma natural mesmo. é muito mais fácil pensar em si mesmo. e economia é a palavra de ordem dos organismos vivos. isso a escola me ensinou. o que ela nunca me ensinou e, pior, nunca admitiu, é que estamos todos aqui inventando desculpas esfarrapadas para continuar a batalha de todos os dias.
não digo isso no sentido de que realmente não há sentido, vamos todos desligar os pcs e nos matar, não é por aí. queria só a sinceridade. a partir do momento que a gente pára de se enganar, tudo fica mais simples.
digo por experiência própria: sempre procurei o sentido real da vida, até o momento que encontrei o nada e me desesperei. acredito que todas as pessoas chegam nesse ponto, ou pelo menos bem próximo dele. é o que o senso comum chama de "fundo do poço", quando na verdade deveria ser algo como "momento da verdade". quando realmente entendemos que o sentido de tudo não existe, não precisamos mais ser obrigados a fantasiar coisas, criar motivos. ele não existe, ponto final.
então, o que nos resta? resta é, antes de tudo, se conformar. mas se conformar de verdade, de coração. depois, basta aproveitar o mundo das sensações, das emoções, a vida em si mesmo. não há destino a chegar, o que realmente vai importar (não sei em que sentido de importar, mas não vejo outra palavra para encaixar...) são as dores e as delícias do caminho. e como em toda viagem longa, a gente tem que se livrar do peso extra para aproveitar melhor.
desprendimento é a palavra.
quanto você depende dos objetos? não só dos inanimados, como dos animados também, dos vivos e dos mortos, das coisas e pessoas? o quanto você quer deles coisas que eles nunca puderam te dar? quanto você promete dar e nunca entrega?
começo a ficar cansada de escrever. nada do que eu disse é novo, é tudo óbvio demais e eu nem sei se deveria colocar isso pro ar. se você, seja quem for estiver lendo, é porque eu resolvi colocar.
a razão? eu só gostaria que você, querido desconhecido, soubesse um pouco mais do que se passa dentro de mim. não por eu ser eu; mas simplesmente por eu ser outra pessoa, outro ser humano, assim como você.
queria que nós nos conhecêssemos mais.
25.6.07
não és sequer razão do meu viver, pois que já és toda a minha vida.
feliz um ano e duas semanas, meu amor! ou seriam dois anos, dez meses e alguns dias? mas quem se importa com quanto tempo temos quando já se encontrou tudo...
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