19.2.08

definitivamente eu tenho um demônio na minha vida. e ele está do lado de dentro, preciso de um exorcismo!

lógico que também há alguns demônios externos, que vira e mexe vêem me provocar... mas desses é mais fácil se livrar, basta desligar os celulares, bloquear o msn e outras formas mais modernas e bizarra de se livrar dos demônios.

porém, os internos são mais complexos. de início, já é difícil identificar quem são os demônios e quem são os anjos. abraços falsos me confudem, um morde e o outro assopra. as coisas se confundem e eu me perco no meio do caminho.

(vou falar na primeira pessoa mesmo. afinal, o que é um blog senão o cúmulo do umbiguismo?)

pois então. além de ser difícil diferenciar os dois, descobri algo curioso: o que é demônio pra mim, não é pra você e vice-versa, versa-vice e toma-lhe confusão!

conversando ontem com um amigo tive um insight profundo e perturbador; não é novidade pra ninguém, mas tomar consciência disso, em toda sua plenitude é aterrorizante. mais do que a certeza da morte, da doença, da velhice e do abandono...

não somos livres e NUNCA, leia bem e em negrito, NUNCA seremos livre!

a vida é um emaranhado de pessoas e sentimentos e vontades e desejos e frustrações sem fim. é insuportável a idéia de que eu não posso fazer as coisas que eu desejo por que alguém irá se magoar. pelo menos pra mim, é insuportável viver assim.

e minha vida, minhas vontades, meus desejos? enfio dentro de um saco e soco até virarem pasta? sublimo, reprimo, recalco? o que faço com eles?!?!

o que você faz com os seus desejos inconfessáveis?

eu até hoje não aprendi o que fazer com os meus. no geral eu obedeço, sem reclamar, as solicitações do meu id descontrolado. meu superego é permissivo, meu ego fraco e (sic) egoísta.

pois bem, acontece que o superego dos outros me incomoda. como ninguém se contenta em apenas ser e fazer - é necessário opinar e avaliar e medir o ser e fazer dos outros - minhas ações e vontades são reduzidas a despautérios insaciáveis de uma louca transviada.

talvez eu até seja uma louca transviada, mas isso não vem ao caso e, principalmente, não interessa a ninguém.

só que é aí, justamente aí, que mora o problema, o grande cerne de toda essa discussão demente que eu comecei: eu não posso simplesmente ser o que sou porque outras pessoas, fora de mim e totalmente longe do meu controle, podem se incomodar.

então, surge aquela velha história do "seu direito acaba quando começa o direito do outro". e eu diria mais, o seu desejo e vontade acabam quando começam os desejo e as vontades dos outros. somos escravos e senhores uns dos outros, nessa teia de vida incontrolável e doentia em que vivemos.

nada do que eu disse é novidade, eu sei, eu sei. mas, sabe quando você toma noção plena de algo que sempre esteve na sua cara? pois é, aconteceu isso comigo ontem.

então, isso acaba levantando diversas outras questões, tais como:

1. de que lado você vai ficar? do seu ou dos outros?
2. quem é o senhor da sua vida: seus desejos ou seus ideais?

e a principal:

O QUE É SER EGOÍSTA?

"sorria e o mundo sorrirá com você; chore e chorarás sozinho"

escrito pela ana | 17:05 |

(...)






pois então...

o meu ano 2008 está começando agora. as mudanças estão vindo como cascatas d`água sem controle na minha direção: está na hora de dar uma de fênix e montar a represa.

meu real problema é que eu sempre fui muito relutante a mudanças. não mudanças pequenas ou médias, esse tipo eu nunca me incomodei. o problema são as mudanças estruturais, aquelas que viram sua vida de cabeça pra baixo, aquelas que fazem com que você não saiba mais quem você é.

estou no meio de uma agora.

a questão não é apenas mudar de estado civil ou sair do emprego. é algo mais amplo... é definir definitivamente, sendo bem redundante mesmo, quem sou eu e pra que (ou pra quem) eu vivo a minha vida. essa escolha é muito séria e pode mudar o rumo de tudo.

escrito pela ana | 01:15 |

(...)




12.2.08

escrito pela ana | 00:08 |

(...)




11.2.08

All is quiet, the motion's cold
I face the wind as I'm taking the road
I take a breath in the arresting air
From the trees, thousands of voices
And the light goes darker as I walk
As I dream, as I sink, I escape in the night
And watch the others' life
I take a breath in the air

All these moments are doubtful
Like a rose they are bursting to the eye
As I walk in the twilight
There's a shape now that comes through

There were better times, there bettter times
The eyes wide-open, no more scared of anything
There were better times, there were better times
My look wide-open, slipping to horizon
The weight away from me, I felt as safe as free
I thought the world was half a kind of crazy, gentle heaven

And the noise that I can touch
Gives me flesh creep and terror
As I know I'm undoubtedly alone
In a world that can never give hope
Who cares... Not even you
Reach out your hands I'm down

[corpus delicti - twilight]

escrito pela ana | 02:48 |

(...)




5.2.08

mãe: por que vocês terminaram?
eu: ué, terminou.
mãe: mas, você também é fogo, blá blá blá ...
eu: mãe, foi ele que terminou comigo!
mãe: ... o que você fez afinal?
eu: ¬¬

fim

escrito pela ana | 03:25 |

(...)






blog baseado numa música dos mutantes, chamada "o meu refrigerador não funciona". tem um monte de coisa na minha vida que não funciona, mas nem por isso ela deixa de ser bela. e debochada. assim como a música.




- ana carolina, mas me chame só de ana. 23 anos. subúrbio do rio de janeiro. futura psicóloga, cheia de trabalho pra fazer e matéria do faculdade pra estudar. e aqui, paz e liberdade para escrever o que realmente sinto. sem medo. sem vergonha. sem eufemismos.

- gosto de cinema, batata frita, fotografia, falar e fazer e ver sacanagem, sundae e milk-shake do bob's, do papai e da mamãe, de andar no meio da estrada de madrugada, de dormir abraçada com ele e de música boa que gruda na cabeça.

- não gosto de um monte de coisa. tirando as que todo mundo odeia, como a falsidade, a inveja e o bush, incluo o sentimento de propriedade, o capitalismo selvagem, gente recatada cheia de não-me-toques e de acordar com despertador.

- no cinema: muito sangue, violência gratuita, sexo, drama, romance piegas, terror, terrir, horror, trash, guerra, épico, fantasia, alucinógeno, suspense e tosqueiras em geral.

- na música: pop 80's e 90's, darkwave, industrial, synthpop, futurepop, ebm, trance, gothic rock, heavy metal, death metal, black metal, ethereal, new wave, pós-punk, música clássica, mpb e mais um monte de coisas inclassificáveis.

- na literatura: oscar wilde, machado de assis, álvares de azevedo, fernando e suas pessoas, edgar allan poe, e joão ubaldo ribeiro. pode ser em prosa, poema, romance, desde que seja bom já esá valendo.




meu passado me condena. o seu também, provavelmente.





sintam-se à vontade para entrar em contato. por aqui ou por ali.

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- 3 minutos
- júnia
- leis de murphy
- sabor de amarena
- utopia dilucular




Yeah
I feel good
Yeah
I feel lite
Now, you know that I'm no good alone
No good alone I miss you
Baby, tell me baby
Say you do baby
I know one thing you don't
Try my honey
Try to get someone lovin' baby
Try me late tonight
Don't say may be tonight, yeah
Try everything you want
Bu try me baby
I feel good
I feel lite, baby
Singing our song
Try my honey
I miss you
Don't wanna be alone
Come soon, baby
You gotta give someone love

O meu refrigerador não funciona
Eu tentei tudo
Eu tentei de tudo
Não funciona
Não, não, não
O meu, o meu
O meu refrigerador não funciona


não basta só amar, tem que respeitar


va-ca


blogger brasil. é ruim, mas é meu